Espacios. Vol. 36 (Nº 03) Año 2015. Pág. 7

Qualidade Vida e Atividade Física na Literatura

Quality Life and Physical Activity in Literature

Michelle Louyse Cavali SCHEFFER 1; Luiz Alberto PILATTI 2; João Luiz KOVALESKI 3

Recibido: 07/10/14 • Aprobado: 28/10/14


Contenido

1. Introdução

2. Metodologia

3. Resultados

4. Conclusão

Referências


RESUMO:
Esta pesquisa exploratória qualitativa foi realizada através de um levantamento bibliográfico nas bases de pesquisa: Pubmed, Lilacs, Scielo, utilizando palavras chaves, para encontrar textos relacionando a fim de verificar a relação existente entre qualidade de vida e atividade física na literatura, com textos publicados entre os anos de 2010 à 2014.
Palavras chave: qualidade de vida, atividade física, qualidade de vida e atividade física

ABSTRACT:
This exploratory qualitative research was conducted through a literature search in databases: Pubmed, Lilacs, Scielo, using key words to find texts relating to verify the relationship between quality of life and physical activity in the literature, with published texts between the years 2010 to 2014.
Key-words: quality of life, physical activity, quality of life and physical activity

1. Introduçao

Para ter uma boa qualidade de vida é necessario possuir algumas característias como ter paz de espiríto, levar a vida com tranquilidade, ser feliz, ter saúde, gostar da vida, estar em equilibrio, se sentir realizado, satisfeito e de bem consigo mesmo e com os outros. Para alcançar esses objetivos a autora também cita que é necessário desenvolver interaçoes sociais saudáveis com seu ambiente, ter tempo disponível para lazer assim como manter hábitos saudáveis, ter bens materiais suficientes para viver bem, possuir transportes e trabalho com salario adequado para seu sustento e de sua familia (SILVÉRIO et al, 2010).

Diversos fatores podem influenciar a qualidade de vida fazendo com que tenha uma satisfação ou insatisfação a seu respeito, de acordo com Almeida (2010) qualidade de vida inclui desde fatores relacionados à saúde como bem – estar físico, funcional, emocional e mental até elementos importantes da vida das pessoas como trabalho, família, amigos, e outras circunstâncias do cotidiano.

O esporte é um dos fatores que podem auxiliar a obter um nível satisfatório de qualidade de vida. De acordo Marques (2007) O esporte sempre acaba por manter contato com formas de percepção de Qualidade de Vida, já que exerce inúmeras influências sobre o bem – estar e a sensibilidade de boa vida.

Em uma pesquisa realizada por Silva et al. (2010) na universidade católica de pelotas com 863 participantes, utilizando o questionário WHOQOL-bref para avaliar a qualidade de vida e um questionário de atividades físicas mostrou que pessoas classificadas como muito ativas apresentam maiores escores de qualidade de vida em relação a pessoas inativas, independente de sexo, idade ou profissão. E esta pesquisa mostra os aspectos psicológicos e cognitivos também são influenciados de modo favorável em pessoas que praticar atividade físicas e não favorável em pessoas que não praticam atividades físicas.

Uma boa saúde física está relacionado com índices melhores de qualidade de vida. A falta de atividade física tem apontado como uma das maiores causadoras de doenças. A atividade física atua como uma ação preventiva a doenças que podem vir a ocorrer durante a vida humana e também como forma de reabilitação em vários aspectos da saúde (SILVA, 2006).

Utilizando de prática de atividade física regular é possível obter benefícios que pode atingir desde físicos até psicológicos ou espirituais em diferentes faixas etárias, reforçando a necessidade de adquirirmos uma vida ativa para que possamos viver em mais equilíbrio através dos benefícios que a atividade física proporciona (MILANEZE, 2004).

Fazendo uso das bases Pubmed, Lilacs e Scielo, foi realizada uma análise sistemática utilizando alguns descritores para sintetizar e analisar as associações entre atividade física e qualidade de vida na literatura, tendo como base os artigos publicados entre 1980 e 2010 que utilizaram algum instrumento de medida de atividade física e com alguma versão do Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey ou World Health Organization Quality of Life para avaliar a qualidade de vida. Foi observado que há uma associação positiva entre a prática de atividade física e a percepção de qualidade de vida que podem variar de acordo com os domínios de qualidade de vida analisados. Esta pesquisa apontou também para uma carência de estudos realizados em países de baixa ou média renda, como os da América Latina (PUCCI et al., 2012).

A definição de atividade física se constitui em qualquer movimento realizado pelo sistema esquelético seguido de um gasto de energia. Diferente da atividade física a definição do exercício físico consiste em uma categoria de atividade física conceituada como um conjunto de movimentos físicos repetitivos, planejados e estruturados com o objetivo de melhorar o desempenho físico (BARRETO et al., 2005).

MARTINS e PETROSKI (2000) afirma que a prática de atividade física é fortemente influenciada por fatores como a disponibilidade de recursos ambientais, econômicos e matérias, bem como sexo, idade, disponibilidade de tempo, crenças pessoais e auto-conceito. Tais fatores teriam a capacidade de determinar o tipo de atividade física escolhida pelo indivíduo, assim como a proporção e regularidade em que a atividade é cumprida. Naquela direção existem fatores positivos e fatores negativos também chamados de 'facilitadores' e  de 'barreiras' que influenciariam de modo decisivo a atitude dos indivíduos durante um limitado período.

MILES (2007) adiciona que a atividade física é uma conduta complexa e multidimensional. Muitas formas de atividade adicionam para o total de atividade física, o que inclui atividades ocupacionais, cuidados com a casa, atividades de transporte e atividades realizadas em momentos de lazer.

Atividade física pode ser compreendido como todo movimento corporal provocado pela musculatura esquelética, que é consequência em gasto energético, tendo componente decisivo de ordem biopsicossocial, cultural e comportamental, demonstrado por jogos, lutas, danças, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamentos (PITANGA, 2002).

Objetivo desse estudo é verificar a relação existente entre qualidade de vida e atividade física na literatura, através de pesquisa bibliográfica na base de dados do scielo, lilacs e pubmed, utilizando as palavras chaves: qualidade de vida, atividade física qualidade de vida e atividade física. Buscando como base artigos publicados entre 2010 e 2014.

2. Metodologia

Este estudo se caracteriza por ser uma pesquisa exploratória qualitativa, como o intuito de proporcionar maior familiaridade com o tema qualidade de vida e atividade física, para verificar a relação existente entre qualidade de vida e atividade física na literatura, tendo como base os artigos publicados entre 2010 e 2014 que estão anexados a base de dados: pubmed, Lilacs e Scielo. . Foi feito para chegar ao objetivo desse estudo um levantamento bibliográfico utilizando palavras chaves: qualidade de vida, atividades físicas, qualidade de vida e atividades físicas as quais foram traduzidas para o inglês para pesquisar na base de dados do pubmed.

Essa pesquisa foi classificada de acordo com os procedimentos técnicos como pesquisa bibliográfica da qual foi desenvolvida a partir de material anexado nas bases de dados. Os textos coletados na base de dados referente à pesquisa foram selecionados considerando  os que mais evidenciaram a possível relação de qualidade de vida e atividade física, mostrando a influência positiva ou negativa entre esses indicadores.

3. Resultados

A intenção de Santos e Simões (2012) é tratar o tema qualidade de vida abordando parâmetros para que não haja uma forma errônea de discutir o assunto no âmbito acadêmico, levando em consideração que qualidade de vida e atividade física são significativos para a sociedade provando cientificamente como profissionais de Educação Física podem contribuir para a sociedade seja por meio de conhecimento sobre o assunto ou atuando profissionalmente.   

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030, o número de idosos deverá superar o de crianças e adolescentes em cerca de quatro milhões, diferença que aumentará para 35,8 milhões em 2050. Com o aumento da expectativa de vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas até 2025.

Em uma pesquisa com idosos que mostrou que os indivíduos de seu estudo com mais de 50 anos e ativos e praticantes de atividade física constante, conseguiam exercer atividades simples do dia a dia com mais facilidade, como varrer ou subir degraus de ônibus. Da mesma maneira idosos ativos, mas que não praticam atividades físicas não apresentou desenvolvimento algum em sua capacidade funcional e mobilidade. A pratica permanente de exercício físico na terceira idade melhora a qualidade de vida na percepção do domínio físico, força e flexibilidade impedindo lesões e ampliando a autonomia (SILVA et al., 2012).

A falta de habilidade para prática de atividade física é a principal causa de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com a evolução da idade, há uma diminuição da eficiência cardiovascular, da força e maleabilidade e massa musculares, sendo que esses resultados são agravados pela diminuição de exercício. Antes de começar a praticar exercícios, o idoso deve fazer uma avaliação médica cautelosa e realização de exames. Permitindo o médico apontar a melhor atividade, que pode incluir: caminhada, exercício em bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica, musculação e entre outros.

Um estudo realizado em Curitiba com idosas acima de 60 anos e de bairros de baixa renda participantes do programa Idoso em Movimento dos bairros: Boqueirão, Pinheirinho e Bairro Novo, onde foram levados em consideração o nível socioeconômico e escolaridade associada à má qualidade da habitação, dependência econômica ou instabilidade financeira, auxilia de modo direto para uma concepção de saúde negativa entre idosos. No atual estudo as idosas avaliadas eram participantes de um programa de atividade física e, apesar de estar relacionado a uma melhor qualidade de vida, grande parte delas apresentou uma percepção de saúde negativa (VAGETTI et al., 2013).

Um estudo realizado em Florianópolis com três grupos de idosos: os que praticavam atividade física, dança de salão e que não praticavam nenhuma atividade física. Chegaram à conclusão que pessoas que praticam atividade física tendem a aceitar melhor sua condição de idade e finitude, os praticantes de dança de salão tem um domínio psicológico e ambiental positivo sobre o convívio social e um aceitamento maior com proximidade da morte e perdas (GUIMARÃES et al., 2012).

Em um estudo com várias mulheres, com faixa etária acima de 60 anos, frequentadoras dos cursos e atividades oferecidas pelo Serviço Social do Comércio de Campinas (SESC/Campinas), e mulheres em acompanhamento no Ambulatório de Menopausa, no Hospital da Mulher Professor José Aristodemo Pinotti e no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) no período entre junho de 2009 e junho de 2010, que estivessem aptas a responder os questionários e não tivessem limitações físicas, para participar de atividades físicas foram convidas a participaram de pesquisa sobre Atividade física e Qualidade de vida, as ferramentas usadas nesta pesquisa foram: o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), Questionário de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-OLD). As pesquisas mostraram como resultados que a maioria das mulheres passam muito tempo sentadas em algumas de suas atividades, mesmo assim os escores de qualidade de vida são bons, mas recomenda-se que atividade física seja mais abundante e vigorosa lembrando sempre que pessoas na terceira idade tendem a ter um declínio biológico maior, sendo assim atividade física feita regularmente por estas pode ajudar a melhorar mais ainda sua qualidade de vida (CARVALHO et al., 2010).

Foi realizada uma pesquisa com, adolescentes alemães, em que avaliou através de regressão linear a prática de atividade física com a qualidade de vida relacionada à saúde onde foi encontrado resultados que indicaram que uma frequência de atividade física superior foi significativamente associada com uma maior qualidade de vida relacionada à saúde, porém as variações foram maiores em termos de bem-estar social em meninos e bem estar físico em meninas (FINNE et al., 2013).

Um estudo foi realizado com o objetivo de investigar os efeitos do esporte na qualidade de vida dos receptores de transplante renal, fazendo a utilização do questionário SF-36 em um grupo de 118 pacientes que praticar esportes com baixa intensidade a moderada e comparados com 79 pacientes sedentários e com 120 indivíduos saudáveis ativos. Esse estudo mostrou que a prática de esporte melhora significativamente diferentes dimensões da qualidade de vida relacionada à saúde. Porém os benefícios da prática de esportes vão além de seus impactos aos aspectos físicos relacionados à saúde, mas também a aspectos psicológicos e sociais (Mazzoni et al., 2014).

A avaliação da qualidade de vida em adolescentes torna-se útil para a identificação de grupos em maior risco para comprometimento do bem estar geral, pois é nessa fase que podem iniciar comportamentos que agridem o estado de saúde do individuo. Um estudo realizado nessa faixa etária avaliando a qualidade de vida e fatores associado em uma amostra de 754 adolescentes entre 15 e 19 anos mostrou níveis satisfatórios de qualidade de vida, sendo estes índices maiores com a prática frequente de atividade física e ausência de atividade trabalhista e consumo de tabaco e bebida alcoólica (SILVEIRA et al., 2013).

Foi realizada na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) um estudo, compondo um total de 863 participantes entre estudantes, professores e funcionários, com o objetivo de analisar as associações da pratica de atividade esportivas na qualidade de vida dos indivíduos. Pois acredita-se que a com a atividade física pode colaborar a restaurar a saúde dos efeitos nocivos que a rotina estressantes do dia-a-dia traz. Foi encontrado como resultados desse estudo que em média a pessoa ativa está sujeita a uma melhor qualidade de vida, fazendo com que a atividade física contribua além dos aspectos de saúde física, mas também aspectos psicológicos e cognitivos. Esse estudo também ressaltou que esses resultados servem de estímulos aos profissionais de diferentes áreas para incentivarem e apoiarem a definição de rotinas de atividades físicas para seus pacientes (SILVA et al., 2010).

Um estudo realizado em quinze adolescentes obesos, acompanhados no Ambulatório do Hospital das Clínicas a Universidade Federal de Pernambuco, com o objetivo de avaliar a percepção do adolescente obeso sobre as repercussões da obesidade em sua saúde através de depoimentos obtidos de entrevistas semiestruturadas encontrou como resultados os adolescentes perceberam a obesidade como doença afetando de maneira negativa a sua saúde apresentando baixa autoestima e a sensação de isolamento. Os resultados também apontaram que os adolescentes reconhecem que ser saudável e ter uma alimentação correta e praticar atividade física, necessitando de apoio formal e informal, superando as dificuldades para manter uma qualidade de vida satisfatória (SERRANO et al., 2010).

Professores da rede de ensino Estadual no estado do Paraná, participaram de uma pesquisa para avaliar o nível de Qualidade de vida no trabalho (QVT) e o Estilo de vida (EV). Para escolha de amostra tiveram duas etapas, através de mesorregião e aglomerados, para só então aplicar a 654 professores (299 professores do sexo masculino e 355 professores do sexo feminino). O instrumento utilizado para coleta de dados foi a "Escala de Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho Percebida por Professores de Educação Física do Ensino Fundamental e Médio" (QVT-PEF), "Perfil do Estilo de Vida Individual" foi o segundo método aplicado para coleta de dados. A conclusão mostrou que a maioria dos professores teve alto índice de QVT e EV dentro e fora do ambiente de trabalho (MOREIRA et al., 2010).

Uma pesquisa realizada para determinar a frequência e os principais fatores associados ao sobre peso e obesidade em crianças do Nordeste do Brasil, através de um estudo transversal com uma amostra de 86 crianças, concluiu que o sedentarismo na amostra estudada favorece o aumento da obesidade infantil. Essa pesquisa mostrou a necessidade de investir em intervenções na Saúde Pública de modo a contribuir para um estilo de vida mais saudável (SIQUEIRA; ALVES; FIGUEIROA, 2009).

Percebeu-se que a percepção a qualidade vida se dá pelo fato da inserção de práticas de atividades com idosos participantes de Grupo de Promoção a Saúde (GPS) desenvolvidos no Centro de Saúde Escola da Vila Tibério "Profª Drª Maria Herbênia Oliveira Duarte" (CSE da Vila Tibério), no município de Ribeirão Preto-SP. Através do estudo com uma abordagem qualitativa com 15 idosos dentro dos critérios, que era ter mais de 60 anos e estar participando do GPS a mais de um ano, As atividade são artesanato, lúdicas e dança para promover a interação manual, descontração, lazer, autonomia e independência (TAHAN; CARVALHO, 2010).

4. Conclusão

Por estas informações aqui descritas fica evidenciado que a prática de exercícios regular se torna fundamental em todas as fases da vida, os benefícios são tanto de caráter físico como o estado mental aumentando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos, sua independência a longevidade, aliviando sintomas como depressão e estresse. Com duração, frequência e intensidade de acordo a cada perfil de pessoa.

Para crianças e jovens, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social, podendo auxiliar também aliviar ao estresse, trazendo benefícios como saúde, disciplina e lazer. Benefícios estes que podem ser conquistados também por pessoas com maiores faixas etárias através da prática de atividade física regular.

Por isso estudos com o objetivo de comparar diferentes graus de atividade física em idosos e a qualidade de vida dos mesmos com relação a idosos sedentários para entender o perfil atual destes que estão vivendo cada vez mais.

É preciso criar oportunidades para as pessoas continuarem ativas desde jovens e se tornar um habito que perdura até idade mais avançada. E, na dimensão psicológica, afirmam que a atividade física exerce na melhoria da auto-estima, do auto conceito, da imagem corporal, das funções cognitivas e de socialização, na diminuição do estresse e da ansiedade e, por sua vez, comprova que desempenhar exercícios físicos habituais, a frente de estimular a saúde, influencia na reabilitação de algumas patologias relacionadas ao acréscimo dos índices de morbidade e da mortalidade. Defendem a inter-relação entre a atividade física, aptidão física e saúde, as quais se influenciam mutuamente. O ato da atividade física se inspira pelos índices de aptidão física, as quais determinam o estado de saúde.

Durante o exercício é possível sintonizar mente e  corpo, respeitando e conhecendo ainda mais limites, exercício físico fortalecem  músculos e aumenta o metabolismo de cálcio fortalecendo assim os ossos, quando se exercita regularmente, os músculos usam proporcionalmente mais gordura que glicose, e isto mantém os níveis de glicose sanguínea (glicemia) mais estáveis, diminuindo a fome, a vida sexual melhora, pois o exercício físico faz com que as pessoas sintam-se melhor com seu corpo, beneficiando sua performance sexual, a atividade física é importante à todas as pessoas, indiferente da idade, porque proporciona bem-estar, saúde, sociabilização, gerando uma melhor qualidade de vida. Obviamente, pessoas portadoras de alguma doença como os cardiopatas, hipertensos, diabéticos, osteoporóticos etc, acabam diminuindo e as vezes sanando, dentro de suas condições físicas especiais, seus problemas vitais através de exercícios físicos bem orientados e elaborados. A qualidade de vida portanto, está diretamente ligada a prática regular de atividade física.

Além destes elementos chamados estruturais, que dependem da decisão e conduta dos indivíduos, a saúde também é consequência de fatores comportamentais. As pessoas desenvolvem padrões alimentares, de comportamento sexual, de atividade física, de maior ou menor estresse na vida dia a dia e no trabalho, uso de drogas lícitas (como cigarro e bebidas) e ilícitas, entre outros, que também têm grande influência sobre a saúde.

As pessoas que preocupam-se em fortalecer atitudes favoráveis à saúde e lutar por condições sociais e econômicas conveniente à qualidade de vida e à saúde de todos, sem dúvida estará dando uma grande contribuição para que toda uma população se torne mais saudável, com vida longa e prazerosa.

Para assegurar uma saudável qualidade de vida, tem que haver hábitos saudáveis, cuidar muito bem do corpo, ter uma excelente alimentação equilibrada, convivência saudáveis,  tempo para lazer e diversos outros hábitos que façam o indivíduo se sentir bem, que tragam boas consequências, como usar o humor para lidar com situações de stress, definir objetivos de vida e fazem com que a pessoa sinta que tem controle sobre sua própria vida.

A aplicação de atividades físicas, sem demasio e com orientação de um profissional de educação física, traz vantagem para a saúde dos indivíduos e melhora a qualidade de vida em qualquer idade. No caso dos idosos, é especialmente importante, visto que um estilo de vida sedentário pode fazer com que os mais velhos tenham perdas em quatro áreas importantes para sua saúde e independência: força, equilíbrio, flexibilidade e resistência. Pesquisas mostraram que a prática de atividades físicas ajuda a manter ou restaurar parcialmente essas quatro áreas.

Além disso, ficar fisicamente ativo pode ajudar a prevenir ou atrasar doenças e problemas de saúde. Até mesmo atividades físicas bem moderadas podem melhorar a saúde de pessoas que são sensíveis ou que têm doenças que vem o envelhecimento. Desenvolve a força e resistência torna mais fácil até mesmo a execução de atividades do cotidiano, como subir escadas e carregar objetos. Da mesma forma auxilia a evitar quedas e acelera a recuperação de lesões. Vale ressaltar que é elementar procurar conselhos de um profissional de educação física capacitado, para conquistar o ajuste correto de exercícios físicos conforme a às necessidades e peculiaridades de cada um, a exemplo de caminhada, corrida, hidroginástica e natação.

Qualidade de vida é mais do que ter uma boa saúde física ou mental. É estar de bem com você mesmo, com a vida, com as pessoas queridas, enfim, estar em equilíbrio. Isso pressupõe muitas coisas; hábitos saudáveis, cuidados com o corpo, atenção para a qualidade dos seus relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional, tempo para lazer. Ser capaz de administrar a própria saúde e modo de vida deve fazer parte das prioridades de todos.

A organização no entorno social, o desenvolvimento da consciência coletiva sobre a relevância da atividade física, o tempo destinado ao trabalho e lazer, bem como a estrutura de locais públicos desde o transporte até a disponibilidade de equipamentos esportivos e espaços destinados a pratica de exercícios físicos esta diretamente ligado a chance de indivíduos ou grupos sociais adquirir a pratica de atividades físicas.  

Afirmar a ideia que a associação entre estratégias individuais com ações educativas e melhorias nas condições ambientais como a disponibilidade de locais verdes e áreas públicas seguras são as condições ideais para melhorar o nível de atividade física da população.

Observa que mesmo que os benefícios psicológicos e fisiológicos do exercício físico sejam conhecidos, o desafio permanente é transformar os ganhos obtidos a curto prazo em um hábito regular de prática de atividade física por toda a vida.

A saúde é amplamente reconhecida como o maior e o melhor recurso para se obter a qualidade de vida. Ter tempo para se cuidar. Ter tempo e momentos de lazer com a família e amigos. Administrar bem as finanças. Dispor de tempo para cuidar do corpo. Arrumar tempo para relaxar, meditar, ficar próximo a natureza. Viver em harmonia com as pessoas e dar o melhor de si.

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2 (UTFPR-PG) lapilatti@utfpr.edu.br

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