Espacios. Vol. 36 (Nº 16) Año 2015. Pág. 5

Vinculação afetiva a quintais urbanos do Nordeste Brasileiro

Emotional attachment to urban backyards of the Brazilian Northeast

Alexandre Nojoza AMORIM 1; Denis Barros de CARVALHO 2; Roseli Farias Melo de BARROS 3

Recibido: 23/04/15 • Aprobado: 10/06/2015


Contenido

1. Introdução

2. Metodologia

3. Resultados e Discussão

4. Conclusão

5. Referências


RESUMO:

Entender as interações entre o homem e o ambiente é o foco da Psicologia Ambiental, que objetiva descrever como o homem entende, interage e percebe o ambiente. Assim, no gradiente espaço-tempo, o espaço é transformado em lugar, constituindo a expressão dessa interatividade e a medida em que acontece gera afeto, ligação e vínculo. O quintal é um microssistema na residência onde acontece a vinculação afetiva. Este artigo visa analisar os fatores que contribuem para a vinculação afetiva do mantenedor com o espaço do quintal. Foram entrevistados 68 mantenedores de quintais urbanos de Teresina (PI) e analisados os respectivos quintais. Utilizou-se entrevistas semiestruturadas e turnês-guiadas nos quintais. Utilizou-se escala likert para ajudar na quantificação dos dados. Foi calculado o índice de correlação de Pearson (ρ) para verificar influência de variáveis no tempo de manejo dos quintais. Os quintais são mantidos majoritariamente por mulheres (79%) casadas (69%) e adultas (72%) com um ou dois filhos (53%), que trabalham até 8h diárias (60,3%) e utilizam até 30 minutos diários (27,9%) para o manejo do quintal, onde lavam roupas (57,4%) ou utilizam para o lazer (22%). A maioria desconhece o que seja sustentabilidade ambiental (51,5%), mas reconhecem o calor (47%) e o lixo urbano (30,9%) como grandes problemas ambientais. Foram unanimes em considerar o quintal importante na residência, microespaço que gera sentimentos bons (41%) e muito bons (59%) e que faz lembrar da infância (87%). O manejo dos quintais cria vínculos com o espaço que vira lugar e o liga ao humano numa escala cronossistêmica. O apego positivo gerado é o que determina a configuração e conformação do quintal.
Palavras-chave: Apego ao lugar. Quintais urbanos. Afeto. Vínculo ao quintal.

ABSTRACT:

The way humans interact with the environment is the focus of environmental psychology. It's interdisciplinary and multidisciplinary science that attempts to describe how man understands and perceives the environment. The space over time self-transform in place, which is the expression of this interaction, who in the extent to which occurs, generates affection, attachment and connection. Home garden is a microsystem occurs in the residence where the emotional attachment. This article aims to analyze the factors that contribute to the affective link with the space maintainer and the home garden. 68 maintainers were interviewed in Teresina's (PI) urban home gardens and analyzed him. Semi structured interviews and tour-guided are used in this study. It's used Likert scale for data quantification. The home gardens are kept majority of women (79%), adult (72%) and matched (69%), with one or two children (53%), who work daily until 8 hours (60.3%) and 30 minutes daily use (27.9%) for the management of the home garden. It's used for wash clothes (57.4%) or leisure (22%). They unknowns about environmental sustainability (51.5%), but recognize the warm (47%) and urban waste (30.9%) as major environmental problems. Were unanimous in considering the importance of home garden at the residence, which generates good feelings (41%) and very good feelings (59%) and makes remember of childhood (87%). The management of home gardens creates links with the space and the place turns familiar on a human cronossistemic scale.
Keywords: Placeattachment. Urban home gardens. Affection. Backyard's link.

1. Introdução

Desde a sedentarização humana acontecida no período neolítico (Leite, 2012), a vivência humana acontece sobre uma base ambiental com a qual interage e da qual recebe influências. O homem é entendido como um ser que ocupa um espaço e o modifica segundo suas necessidades (Melo, 1991). Dessa forma, cria territorialidade, que se traduz nas relações entre o indivíduo e seu local, que expressa um sentimento de pertencimento (Braga et al., 2004), na medida em que tem e mantém o controle sobre o espaço (Melo, 1991). O ambiente, por sua vez, compreende o meio físico concreto e está intrinsecamente ligado às condições sociais, econômicas, políticas, culturais e psicológicas de um contexto específico (Campos-De-Carvalho et al., 2011).

A Psicologia Ambiental surgiu como a Psicologia da Arquitetura, voltada à necessidade de estudar o ambiente reconstruído pós segunda guerra mundial. Durante as décadas de 1960 (Stokols, 1995) e 1970 amadureceu como disciplina (Melo, 1991). É uma ciência de caráter interdisciplinar (Pinheiro, 2003) e multidisciplinar (Melo, 1991) que estuda as interrelações ou interações entre pessoa e ambiente social e físico (Stokols, 1995; Moser, 1998; Pinheiro, 2001; Moser, 2003). Seu objetivo é analisar como o indivíduo avalia e percebe o ambiente e, ao mesmo tempo, como ele está sendo influenciado pelo mesmo. Segundo Campos-De-Carvalho, Cavalcante e Nóbrega (2011), visa estudar as inter-relações entre a pessoa e o ambiente, relacionados de forma intrínseca e que se influenciam reciprocamente de modo contínuo.

Necessária à sua existência, a interação humana com o ambiente acontece de forma diferenciada em relação aos demais seres vivos. O humano não só responde aos estímulos do meio, mas também gera estímulos. Neste processo, as modificações no seu modo de vida aliado ao crescente avanço tecnológico promove crescentes alterações ambientais. Estas, em microescala, resultam na residência, local construído e mantido primordialmente para abrigo e proteção.

Um dos resultados desta interação é o afeto que acontece quando cria-se uma proximidade relativa ao homem e o ambiente. É resultado do estabelecimento de relações entre a pessoa e o ambiente, que podem gerar vínculos (Diniz e Koller, 2010), motivados por sentimentos e emoções (Sawaia, 1999) em relação ao ambiente físico, resultantes de cognições positivas, que ocorrem pela satisfação das necessidades ou pela familiaridade, ou ainda, pelo significado atribuído ao lugar (Giuliani, 2004). O afeto, apego ou vínculo ao lugar, também é conhecido como placeattachment (Elali e Medeiros, 2011). No caso de uma moradia, este processo acontece no cotidiano e vai aos poucos construindo uma história de interações, que, segundo Moser (1998), cria uma identidade entre o indivíduo e a residência.

Vários estudos sobre as relações pessoa-ambiente foram realizados sob diferentes perspectivas, em diferentes regiões do globo, com referência ao apego ao lugar ou teoria do apego, Hidalgo e Hernández (2001) e Moranta e Urrútia (2006) na Espanha; que tratam da relação pessoa-ambiente e placeattachment nos Estados Unidos (Stokols, 1995; Rivlin, 2003; Farnum et al., 2005; Brocatto, 2006; Eyles e Williams, 2008; Darvick, 2009; Lokocz et al., 2011), no Reino Unido com "sense of place" e relação pessoa-ambiente (Turner e Turner, 2006; Milburn, 2008; Gifford et al., 2011; Convery et al., 2012), na Itália com Giuliani (2005), na Nova Zelândia com Sampson e Goodrich (2009), em Portugal com Medeiros (2013), e na Venezuela com Wiesenfeld (2005). No Brasil, Rabinovich e Bastos (2007), Holzer (1997), Pinheiro (1997), Fonseca (2001), Rivlin (2003), Souza (2006), Mourão e Cavalcante (2006), Carlos (2007), Pontes et al. (2007), Lima e Bomfim (2009), Diniz e Koller (2010), Nunes (2010), Ramires e Schneider (2010), Gomes e Melchiori (2012) e Felippe e Kuhnen (2012) realizaram pesquisas na área do apego.

A criação de vínculo ou apego ao lugar, que é denominada de topofilia por Tuan (1980), é definida como a relação afetiva ou os laços emocionais que as pessoas têm com os lugares onde vivem (Fried, 1963; Tuan, 1980; Hummon, 1992; Fried, 2000; Hidalgo e Hernández, 2001; Giuliani, 2002). Estes podem ser laços afetivos, sentimentos de satisfação, segurança e bem estar, resultantes de cognições positivas (Giuliani, 2004) que se tornam um importante componente na constituição da pessoa, contribuindo para seu desenvolvimento e manutenção, bem como para a compreensão das relações emocionais que são estabelecidas entre a pessoa e o ambiente (Mazumdar e Mazumdar, 1999). Os "modelos de apego" que desenvolvemos em nossa vida integram-se em nossa personalidade e determinam expectativas frente aquilo que gera tal sentimento (Abreu, 2005). A existência de uma relação com o lugar caracteriza fundamentalmente a existência humana, porque é variada e extensa, sendo fruto de experiências subjetivas e significados daqueles que o habitam (Bott et al., 2003).

Para avaliar a satisfação pessoal com relação ao ambiente faz-se necessário conhecer o que representa o ambiente para a vida do seu usuário (Melo, 1991). Rapoport (1982) sugere que o ambiente está cheio de significações que surgem a partir das experiências de vida dos indivíduos e de suas intenções para com o ambiente em questão, que se tornam cada vez mais intensas na medida em que haja identificação com afiliações passadas (Fried, 2000).

Nessa perspectiva, os quintais emergem como espaços no entorno das residências, de fácil acesso e cômodos para os moradores cultivarem uma diversidade de espécies que desempenham funções de estética, lazer, alimentação e medicinal, dentre outras (Carniello et al., 2010), combinando de forma multiestratificada árvores, culturas perenes e (bi)anuais, às vezes associadas a animais domésticos (Bereta, 2010). O quintal em uma residência consiste no espaço que o humano configura para manter vínculos com seus familiares e com a natureza. O processo de urbanização, crescente nos centros urbanos, aliado à necessidade de maximizar o uso das residências com o aproveitamento total do lote, implica na diminuição ou extinção das áreas abertas da residência, incluindo o quintal.

Dessa forma, este artigo se propõe a analisar os fatores que contribuem para a vinculação afetiva do mantenedor com o espaço do quintal, quando este passa a ter significado para o seu mantenedor considerando o que representa este microespaço, sua configuração, organização e sentimentos gerados.

2. Metodologia

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD (Brasil, 2010) existem em Teresina 222.154 casas, das quais 210.093 são residências urbanas e 12.061 são rurais. Incluem-se nesta pesquisa as residências urbanas que tenham espaços circunvizinhos próprios, os quintais, e demais áreas adjacentes, e excluem-se aquelas que não apresentarem tal característica, bem como casas de condomínios fechados e/ou verticais. A amostragem estatística foi definida com erro amostral de 10% e nível de confiança de 90%. A amostra fora extraída a partir do universo de residências, 222.154, totalizando 68 quintais urbanos. A zona urbana foi amostrada de forma aleatória e em frações iguais, correspondentes às zonas pertencentes a cada Superintendência de Desenvolvimento Urbano de Teresina (SDU - Centro/Norte, Leste, Sudeste e Sul).

Para a coleta de dados foram utilizados instrumentos como a entrevista semiestruturada (Bernard, 1988), contendo questionamentos acerca da condição socioeconômica do mantenedor do quintal, bem como do seu histórico de vinculação afetiva a outros ambientes com menor grau de artificialização e a importância simbólica e afetiva destes espaços. A pesquisa foi submetida à apreciação do Comitê de Ética na Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), e foi aprovada segundo o nº CAAE 20529114.1.0000.5214. Para compreensão do apego ao lugar do mantenedor do quintal com este espaço, foram realizadas perguntas relativas à teoria do apego (Giuliani, 2004) e local de fixação (Fried, 1963, 2000; Giuliani, 2002), focando na análise do microssistema (Bronfenbrenner, 1977) aqui considerado, o quintal. Com o intuito de quantificar opiniões em escala, partindo do neutro ao crescente de aprovação ou desaprovação, utilizou-se a escala Likert. Foram avaliadas categorias como impressões, memória e agradabilidade para entender como o afeto entre o mantenedor e o quintal é construído; qual a importância do espaço e o papel dele na residência e, assim, no bairro e cidade.

Foram entrevistados, com auxílio de formulários padronizados, 68 mantenedores de quintais urbanos na cidade de Teresina (PI-Brasil), onde se levantou dados sobre a condição socioeconômica do mantenedor do quintal, bem como profissão, renda, tempo de moradia na residência, tempo disponível para manejo do quintal, características físicas do quintal como tamanho, disposição das estruturas, com foco nas plantas cultivadas. Foram ainda questionados sobre o histórico de vinculação a outros ambientes no passado que remetessem à condição semelhante à do quintal, um espaço de estreitamento das relações com o natural, e os sentimentos e importância que o quintal gerava em seu mantenedor. Utilizou-se a técnica da turnê-guiada (Bernard, 1988), que consiste em percorrer o local e perceber e descrever a estrutura, incluindo sensações e sentimentos gerados pelo quintal.

Como forma de verificar quais fatores influenciariam na configuração dos quintais, o índice de correlação de Pearson (ρ) foi calculado para estado civil, quantidade de filhos e horas de trabalho diário, a fim de estabelecer relação de influência destes sobre o tempo dispensado ao manejo do quintal.

As informações coletadas foram agregadas em banco de dados numa planilha eletrônica. Os dados foram analisados à luz das teorias que tentam explicar o vínculo com o quintal e quantificados a fim de estabelecer parâmetros e relações entre as variáveis.

3. Resultados e Discussão

Os quintais das residências estudadas podem ser classificados como microssistemas (Bowlby, 1969), um ambiente em que se estabelecem relações diretas face a face (Diniz e Koller, 2010), numa construção histórica e diária. Nessa perspectiva, nas residências pesquisadas foram entrevistados um total de 79% dos mantenedores do gênero feminino e 21% do gênero masculino, demonstrando que o cuidado com o quintal é uma função preferencial da mulher, situação também referenciada por diversos autores (Oakley, 2004; Novais et al., 2011; Trotta et al., 2012; Almeida et al., 2014).

A distribuição etária dos mantenedores apresentou-se composta por 12% de jovens, 72% de adultos e 16% de idosos (considerando jovens com idades maiores ou iguais de 18 anos e menores de 29 anos; adultos com idades maiores ou iguais a 30 anos e menores que 59 anos; e idosos com idades maiores ou iguais a 60 anos) caracterizando uma concentração de mantenedores na faixa adulta. Destes, 69% são casados, 12% são solteiros, 9% são divorciados, 7% são viúvos e 3% estão sob o regime de união estável.  A maioria dos mantenedores, portanto, é do gênero feminino, adulta e casada (79,4%), fatores que influenciam nas características apresentadas pelos quintais.

Aqueles que não tiveram nenhum filho compuseram 7% do total; aqueles com 1 ou 2 filhos, 53%; aqueles com 3 ou 4 filhos, 32%; aqueles com 5 ou 6 filhos, 5%; e com 7 ou 8 filhos somaram 3%. A prole composta por de 3 a 6 filhos foi a mais frequente somando 55%.

Com relação à jornada de trabalho formal, os entrevistados relataram que trabalham até seis horas diárias, somaram 2,9%; até sete horas diárias, 1,5%; até oito horas diárias, 60,3%; até dez horas diárias, 2,9%; até doze horas diárias, 1,5%; e apenas 1,5% afirmou cumprir escala de trabalho de 24h/72h. Enquanto que aqueles que afirmaram que não tem trabalho formal somaram 29,4%, compondo-se por aposentados ou donas de casa. A necessidade do trabalho fora da residência relega o trato ao quintal a poucos momentos na rotina diária, o que influencia no seu manejo e configuração.

Os quintais são um dos espaços da casa, que numa perspectiva histórico-social, transformam-se em lugares, presentes nas residências como sendo o ambiente imediato da pessoa (Bronfenbrenner, 1996), resultado de interação diária e afeto ao lugar. Considerando a variável disponibilidade de tempo ao manejo, este apresentou uma concentração entre 30 e 60 min. de manejo. Para até 10 min. (2,9%), 15 min. (1,5%), 20 min. (17,6%), 30 min. (27,9%), 40 min. (11,8%), 60 min. (26,5%), 90 min. (1,5%) e 120 min. (10,3%). Este fator varia conforme o tamanho do quintal e a quantidade de organismos animais ou vegetais que são cultivados, bem como da necessidade de cada mantenedor.

No que tange tal ambiente como de socialização familiar, em que a pessoa em desenvolvimento vive experiências pessoais diretas, a exemplo da residência da família, escola, emprego, grupo de amigos etc. (Diniz e Koller, 2010), são onde operam processos proximais para produzir e sustentar o desenvolvimento humano. Tais aspectos são importantes na análise da disponibilidade de tempo ao manejo do quintal, uma vez que a manutenção de uma relação afetiva estável favorece a um maior cuidado com a residência, enquanto que quanto maior é a quantidade de atividades a serem realizadas diariamente, como cuidado com os filhos e trabalho, menor é o tempo disponível para outras atividades, incluindo o manejo do quintal.

O índice de correlação de Pearson foi então calculado para verificar se as variáveis estado civil, quantidade de filhos e horas de trabalho diário tinham influência sobre o tempo dispensado ao manejo do quintal. Para a quantidade de filhos (ρ = 0,239), evidenciou leve correlação positiva, ou seja, quanto maior a quantidade de filhos, mesmo que muito discretamente também aumenta o tempo para o manejo do quintal. Este fato relaciona-se com a necessidade que a mãe sente em promover um ambiente saudável aos seus filhos, sobretudo no local preferido para brincadeiras e passatempos, como o quintal. A variável horas de trabalho diário apresentou ρ = -0,354, uma correlação leve e negativa que indica que quanto maior é a carga horária de trabalho diário, também discretamente é menor o tempo dispensado ao manejo do quintal. No que tange ao estado civil, o valor ρ = 0,995, evidencia uma forte correlação positiva, permitindo inferir que um maior número de mantenedores casados tende a ser também aqueles que disponibilizam maior tempo para o manejo dos quintais.

Quanto ao uso principal que o mantenedor faz do quintal, foram citados sete usos, que seguem: lavagem de roupas (57,4%), lazer (22%), descanso (7,4%), criar galinhas (4,4%), criar cachorro (2,9%), cultivar vegetais e reunir a família (1,5% cada), além de 2,9% que mantém o espaço mesmo que não o utilize. De acordo com Moser e Uzzell (2003), o ambiente não é neutro, nem um espaço livre de valor; ele é confinado pela cultura. Dessa forma, a reprodução dos usos no quintal está intrinsecamente relacionada à transmissão constante de significados e mensagens, que acontece na tradição oral e na vida cotidiana.

A sustentabilidade é a busca pela melhoria das condições de vida sem comprometer os recursos utilizados para tal (Mikhailova, 2004). Assim, dada a importância ecológica dos quintais para o espaço urbano e a sua finitude enquanto locus fragmentado do verde urbano, foi perguntado o quanto o mantenedor conhecia sobre sustentabilidade ecológica e ambiental. Com uso da escala likert, pode-se mensurar que 4,4% se mostraram indiferentes ao que seja sustentabilidade, enquanto que 51,5% afirmaram desconhecer, enquanto que 44,1% afirmaram conhecer o tema. Vários conceitos ou associações foram levantados sobre sustentabilidade, entre eles: o equilíbrio ecológico (8,8%), a preservação da flora e fauna (2,9%); as plantas, a arborização e o calor somaram 4,5% (1,5% cada), o que evidencia concepções segmentadas e míopes de meio ambiente, natureza e da questão ambiental, ainda vistos somente sob o enfoque preservacionista da biota frente ao humano agressor.

Com relação aos problemas ambientais da cidade, a nível de mesossistema ou mesmo globossistema (Bronfenbrenner, 1994), o lixo urbano foi citado como maior problema com 47%, o calor com 30,9%, a poluição dos rios 14,7%, o desmatamento com 2,9%, e a falta de arborização e de segurança com 1,5% cada; Aqueles que afirmaram não saber quais eram os problemas ambientais da cidade somaram 1,5%. Ainda nessa escala, 82% afirmou gostar muito do bairro onde mora e 18% gostar pouco, que caracteriza um consenso sobre a aprovação do bairro de residência.

Segundo Bonaiuto et al. (1999) a satisfação com a residência está associada com o apego ao espaço. Stern e Dietz (1994) enfatizam que a orientação de valores pode afetar as crenças e atitudes dos indivíduos e, consequentemente, o seu comportamento. A satisfação com a casa reflete o grau de afetividade com a residência e mostrou valores correspondentes a 1,5% indiferentes, 1,5% pouco satisfeitos e 97% para muito satisfeitos. Tal dado reitera o apego ao bairro e a casa onde residem.

A casa é adaptada às necessidades do seu morador na qual ele insere objetos e estruturas que julga ser o melhor para si. O quintal também está sujeito a modificações na mesma escala que, no gradiente temporal, transformam-no em lugar (Holzer, 1997). Corrobora o que diz Ferreira (2006) sobre a afetividade, que seja importante como um instrumento de investigação da realidade que permite entender a relação entre o homem e o meio sociofísico. De acordo com Gonçalves (2007), quando o sujeito se apropria do espaço, ele o habita; e a não apropriação consiste simplesmente em morar nesse espaço. Quando se habita, atribui-se significado ao lugar, deixando sua marca, suas modificações, suas adaptações. Assim, a casa só é um lar quando se reveste de aspectos humanos (Vasconcelos, 1996). Mais um aspecto relevante foi que o quintal fora considerado como importante na residência por 100% dos entrevistados, que justificaram como sendo uma área importante para descanso (19%), lazer (22%) e por dar sensação de liberdade (21%).

De acordo com Galinha e Pais Ribeiro (2005) o bem-estar é um conceito que integra uma dimensão cognitiva e uma dimensão afetiva e está relacionado ao que a residência traz ao seu morador. Aquilo que conscientemente ele considera bom e que gera afeto positivo, é que cria o estado de bem-estar. Nessa perspectiva, foi questionado se os mantenedores sentiam-se bem nas áreas abertas da residência, e 96% assinalaram como muito bem e 4% como bem. O quintal é tido como importante (12%) e muito importante (82%).

Corroborando a importância dos quintais para seus mantenedores, fica evidenciado na fala de alguns. É latente a importância em muitos casos pelo uso que o espaço oferece ou pela mera existência do espaço.

  1. O quintal é muito importante! É onde passo mais tempo. Lavo minhas roupas. [risos] (D. Marinalva, 41 anos);
  2. É onde eu planto minhas plantinhas... passo meu tempo. (D. Socorro, 45 anos);
  3. Meus netos vêm aqui... ficam correndo e brincando... eu acho muito bom! (D. Teresinha, 49 anos);
  4. Lembro da casa dos meus pais. A gente ficava brincando. É bom ter um lugar pra não ficar o tempo todo dentro de casa. (D. Diomar, 49 anos);
  5. Gosto demais [do quintal]! Tem sombra das árvores e dá pra amenizar esse calor! (Sr. José, 50 anos).

O apego pode ter bases cognitivas, relativas às qualidades do lugar, que refletem o atendimento das demandas individuais e afetivas (Giuliani, 2004). Caracteriza o apego ou vínculo afetivo (Alencar e Freire, 2007) um sentimento em relação ao ambiente (Rabinovich e Bastos, 2007). 

A idade do quintal remete ao tempo de moradia do mantenedor. Neste caso, o tempo de moradia variou de 2 a 48 anos, a grande maioria (83,8%) distribuída em quintais até 10 anos (51,4%) e até 20 anos (32,4%). Entre 21 e 50 anos somaram 16,2%. Para Moser (1998), a noção de história é importante para explicar como indivíduo constrói uma identidade residencial, com bases na história residencial, que vai influenciar a sua percepção e a sua avaliação da sua residência atual.

As experiências vivenciadas e acumuladas fazem parte da história de vida de cada um. Assim, questionou-se sobre alguma ligação ou vínculo com o meio rural, e uma possível relação com a forma como o quintal é manejado. Como resposta, 71% afirmaram ter tido tal ligação enquanto que 29% afirmaram não ter tido. Assim como a lavoura, o quintal e o jardim também são espaços que se constituem no preparo da terra, sendo que os trabalhos manuais proporcionam a criatividade (Pazini e Jerônimo, 2009).

Segundo Mourão e Cavalcante (2006), numa perspectiva da Psicologia Ambiental, a ação humana sobre o meio o modifica e neste processo vai deixando sua marca e sendo reciprocamente marcado por ele. Dessa forma, poderia o quintal ter gerado algum sentimento em forma de memória cognitiva em seu mantenedor? O mesmo autor destaca que, as transformações humanas sobre o meio são resultantes de necessidades subjetivas, de emoções, de expectativas, as vivências que contam parte da história pessoal do sujeito. Configuram-se como atos cognitivos e de investimento emocional, quando o agir e sentir encontram-se em sintonia (Mourão e Cavalcante, 2006). Foram registrados sentimentos bons (41%) e muito bons (59%), indicando o afeto positivo sentido pelo mantenedor em relação ao quintal. Isso está relacionado com os sentimentos que o quintal gera no mantenedor que sempre realiza as mesmas atividades de manejo, resultando em ações de caráter cíclico (Rivlin, 2003).

Em 87% dos casos o quintal faz lembrar da infância enquanto para 13% não traz semelhantes recordações. Para Diniz e Koller (2010), o afeto traduz-se pela capacidade de o ser humano estabelecer relações e criar vínculos. A lembranças podem estar ligadas a qualidades específicas do ambiente, que pode gerar imagens do passado, do presente ou do futuro, tanto agradáveis como nem tanto, estando o ambiente em constante mudança, o que exige atenção permanente das pessoas (Rivlin, 2003). De acordo com Altman e Low (1992) os elementos simbólicos gerados pelos sentimentos humanos acerca dos quintais, se tornam componentes das conexões das pessoas com estes espaços, e do seu apego aos mesmos, evocados por sentimentos positivos ou negativos. Evidencia, portanto, uma vivência urbanita entretanto ligada às raízes do campo, reflexo do processo de migração campo-cidade que permite em alguns casos a reprodução do espaço do quintal com elementos e configurações de afeto positivo guardados na memória e externados no manejo e trato dos quintais.

Em perspectiva futura, considerando o processo crescente de verticalização urbana, que em Teresina, priorizou edifícios habitacionais, acelerado a partir de 1990 e intensificado na década de 2000 (Viana, 2005), a forte tendência da criação de estacionamentos na zona central e a política de maximizar a ocupação do espaço com lotes residenciais cada vez menores, criando adensamento populacional e valorizando o espaço urbano, ou mesmo a necessidade da família em aumentar a casa (Moura et al., 2011) fazem com que os quintais sejam relegados a segundo plano. Espaços que contribuem com diversos ativos ecológicos na cidade, como aumento da evapotranspiração, sombreamento (Moura, Valentini, Moreira e Coelho, 2011) e diminuição da temperatura, e cujo dossel cria corredores ecológicos urbanos, lares de diversas espécies de insetos, aves e lagartos, contribuindo ainda com espécies frutíferas que correspondem a uma fonte suplementar de alimentos da família, além de espaços de conservação da biodiversidade (Guarim Neto e Amaral, 2010), os quintais paulatinamente perdem espaço e se perdem em meio ao crescimento urbano. Em novas edificações, o quintal é substituído por canteiros em espaços coletivos ou em janelas e sacadas, como no processo de verticalização.

4. Conclusão

Os quintais são espaços que ao longo do tempo se constituem em lugares, reflexo do cuidado ou manejo. O humano, ao manejar o quintal, impõem ao espaço suas impressões, sentimentos, necessidades e vontades, que vão adequando o lugar àquilo que corresponde às suas expectativas. O quintal é importante para os mantenedores que neles investem sentimentos construídos pela associação e apropriação do espaço com sentimentos positivos. Com o passar dos anos, devido à crescente urbanização, os quintais tendem a diminuir de tamanho ou até mesmo deixar de existir, reflexo de mudanças nas necessidades dos moradores e do adensamento populacional. No quintal, o apego positivo acontece em escala cronossistêmica, resultado do processo interativo e histórico do mantenedor com o espaço. Os quintais urbanos são importantes para as pessoas, para as residências, e para as cidades, na medida em que permitem a humanização do espaço mesmo diante da impessoalidade tradicional urbana.

5. Referências

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1. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA / Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina, Brasil. alexandrenojoza@hotmail.com
2. Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina, Brasil. denispsi@hotmail.com

3. Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina, Brasil. rbarros.ufpi@gmail.com


 

Vol. 36 (Nº 16) Año 2015

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